segunda-feira, março 14, 2005

Será que ele estava certo?


George W Bush

Dos E.U.A . à Europa esta é a questão que começa a ser colocada por diversos pensadores.
Ventos de mudança sopram pelo mundo árabe. Em locais onde até há bem pouco tempo as palavras “Democracia” e “Liberdade” eram uma utopia, começam a sentir-se transformações, no mínimo, interessantes:
No Afeganistão e no Iraque, após longos anos de opressão, os populares votaram massivamente na esperança de um futuro diferente;
Na Palestina, o povo preferiu eleger um moderado com capacidade para negociar a paz com Israel, a continuar a luta do “homem bomba”;
No Líbano, a pressão popular terminou com 15 anos de ocupação por parte da Síria;
No Egipto, o Presidente Mubarak surpreendeu ao anunciar que alguns candidatos da oposição serão autorizados a disputar as eleições presidenciais;
Até na monarquia de estilo medieval Saudita, uma série de inéditas eleições municipais estão a ocorrer.
Em muitos outros países árabes, lentas transformações políticas, económicas e sociais estão também a se verificar.
Todos estes acontecimentos, são apenas pequenos passos para que estes povos possam alcançar algo que nós já consideramos adquirido e, por isso, não raras vezes, desvalorizamos - a Liberdade! Penso que se alguns destes casos forem bem sucedidos, um efeito dominó poderá ocorrer e outros seguir-lhes-ão o exemplo (talvez esse efeito até já tenha começado). Consequentemente, se esses países abrirem a porta à liberdade, à democracia e ao progresso, o espaço do terrorismo islâmico ficará, com certeza, muito reduzido. Não duvido que a maioria dos povos árabes anseiam por isso. Estão erradas as teorias que consideram que os árabes estão obcecados numa luta contra a "visão ocidental" do mundo ou contra um pseudo imperialismo americano...Esses são apenas uma minoria que tem sobrevivido à custa dos regimes até agora vigentes. Nas palavras de Fareed Zakaria: "When you let the Lebanese speak, they want to talk about Syria's occupation of their country. When Iraquis got a chance to congregate, they voted for a government, not an insurgency. When a majority of Palestinians were heard from, they endorsed not holy terror to throw Israel into the sea, but pratical diplomacy to get a state".

George W Bush nunca aceitou que as raízes do terrorismo islâmico estivessem na religião ou na cultura dos povos árabes. Pelo contrário, sempre acreditou que a origem do terror se encontra nas disfunções criadas por regimes suportados pelo medo e avessos a qualquer tipo de modernização política, económica e social. Essa “crença” tem levado a Administração Americana a exercer uma pressão efectiva e persistente, a vários níveis, sobre esses regimes. Não haja dúvidas que um enorme caminho falta ainda percorrer para que a teoria seguida por Bush possa vencer. No entanto, após longos tempos de más notícias, começam agora a surgir as primeiras boas notícias.
A verdade é que grande parte da intelectualidade europeia e também americana começa a sentir borboletas no estômago com a possibilidade real de um “imbecil cowboy texano" poder estar certo...

1 Comments:

Blogger AJFerrao said...

http://ajferrao.blogspot.com/

O anti Bushismo, mais do que uma maneira de estar e interpretar a sociedade e o mundo, transformou-se nos dias de hoje numa “moda” para uma certa elite sócio – cultural, que consegue mobilizar facilmente uma franja de eleitorado, geralmente com carências ao nível do emprego, de salários. O vulgo descontentamento social.
Está na moda dizer mal dos americanos, a maioria das pessoas não os conhece não sabe o que sentem, não imaginam a dimensão daquela nação em suma não fazem a mínima ideia do que falam e escrevem, mas … está na moda. As mesmas pessoas, que preferem o regime chinês contra o consumismo americano, preferem a exploração do trabalho de crianças na china à “fast food do Macdonald’s”, preferem 1 milhão de mortos provocados por Sadam a 100 mil provocados por Bush, eu não prefiro. Eu preferia não ter nada disso no meu mundo. Mas tenho. Eu preferia que não existissem nem armas nem ditadores, mas existem.
Falta então perceber até que ponto o extremar destas opiniões é de facto um acto de crença ou simplesmente mais uma banal estratégia política com fins bem definidos, dirigida a um público-alvo identificado.
Sinceramente eu prefiro acreditar nisto, é demasiado cruel pensar que alguém consegue ser anti Bush, anti América e ao mesmo tempo arranjar mil explicações para Homens bomba para regimes totalitaristas e opressores etc. etc.

http://ajferrao.blogspot.com/

10:25 da manhã  

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