segunda-feira, junho 13, 2005

Adeus


Eugénio de Andrade (1923-2005)

Como se houvesse uma tempestade
escurecendo os teus cabelos,
ou, se preferes, minha boca nos teus olhos
carregada de flor e dos teus dedos;
como se houvesse uma criança cega
aos tropeções dentro de ti,
eu falei em neve - e tu calavas
a voz onde contigo me perdi.
Como se a noite se viesse e te levasse,
eu era só fome o que sentia;
digo-te Adeus, como se não voltasse
ao país onde teu corpo principia.
Como se houvesse nuvens sobre nuvens
e sobre as nuvens mar perfeito,
ou, se preferes, a tua boca clara
singrando largamente no meu peito.

9 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O Santo António fez uma razia nos comunas - o Vasco, o Álvaro, o Eugénio -, mas, pelos vistos, esqueceu-se do Saramago. Não percamos a esperança, que o santinho é fixe...

3:37 da tarde  
Anonymous Raquel Gomes Freire said...

"Não me esquecerei de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...
Boa noite. Eu vou com as aves!"

E foi...

p.s bastante infeliz este comentário que alguém deixou antes de mim. Enfim.

7:27 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Infeliz, como?

10:16 da tarde  
Anonymous Raquel Gomes Freire said...

Infeliz como? Olhe, infeliz como esta pergunta.

6:32 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ó Raquel, francamente...

5:43 da tarde  
Anonymous Raquel Gomes Freire said...

Caríssim@ sr(a)anónim@, "francamente" digo-lhe eu a si. Tenha noção. Esse seu comentário é infantil, imbecil e desadequado neste momento. Mesmo não sentindo qq afinidade com a ideologia das pessoas em causa, ao menos respeite-as na hora da morte.
Há pouco passsei pelo blog do Pedro Mexia que, como é sabido, é assumidamente um homem de direita, e pouco apreciador das pessoas em causa, no entanto, a forma com que expressou os seus sentimentos, é uma lição para pessoas como você. O.k? E, já agora, francamente, seja mais franco, assuma-se. Saia do anonimato.
Abraço

7:51 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Raquel:
Essa adjectivação (infantil, imbecil, desadequado...) não será um pouco excessiva?
Por outro lado, a menina não estará a precisar de umas liçõezinhas de Português? E de História?
Eu acho que sim.
PS - Nada tenho a ver com o Pedro Mexia (nem gostaria de ter...).
Bjokas!

9:25 da tarde  
Anonymous Raquel Gomes Freire said...

Caríssimo, esta é a última resposta q lhe vou dar. Não tenho paciência, sabe. Em relação a lições de português e história, "francamente", não percebo porquê? Não pretendo vir para aqui fazer uma espécie de "auto-recriação" mental, para isso é que existem bloggers. Basta-me saber que sei. Que li. Que estudei e que os compreendo, admiro, e até censuro em algumas das suas posições.
Consigo, "francamente", não me apetece discutir pormenores sbr a vida de nenhuma destas pessoas.
Já agora, volto a reiterar, o seu comentário foi "imbecial, infantil e desadequado". O exemplo que lhe dei do Pedro Mexia foi um entre mtos. Poderia ter sido um qq outro individuo de direita, mas tolerante e nada imbecil, infantil ou incoveniente como voce parece ser. Não dá vontade de discutir ideias com pessoas com você que parecem ter talas nos olhos. Português....história, whatever. Quando há preconceito...nada a fazer. É inglório o debate.
E já agora... "bjokas"?!? Pleeeease...
Fique bem e aprenda a arte da tolerância. Que isso vale mais que muita retórica.

12:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Raquel:
Com esse feitio, não gostaria de estar na pele da menina.
A vida acabará por lhe ensinar muita coisa, mas talvez demasiado tarde. Entretanto, é de temer que sofra muito. Aconselho-a a abrir as janelas e respirar sem medo.
Pela última vez, bjokas!
Fique bem!

5:08 da tarde  

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