quinta-feira, junho 02, 2005

Estado de Desgraça

Depois de três meses maravilhosos, em que governo, sindicatos, patrões e comunicação social andaram de mãos dadas, voltámos ao de sempre: ao estado de desgraça.
Afinal, ao contrário do que nos foi prometido, os impostos serão aumentados, os boys foram e continuam a ser nomeados e os empregos que iriam cair do céu, transformaram-se em "desempregos". Por seu lado, os "dinossauros" dos sindicatos continuam a sua luta gasta, reclamando aquilo que já ninguém lhes pode dar. Os patrões começam a olhar para a China, Índia e outros mercados emergentes como óptimas alternativas ao nosso país. A comunicação social voltou à notícia barata, fácil e incompleta que incendeia o povo. Pois é...Belos tempos em que a esperança durava, pelo menos, um mandato.
Mas, se no passado, as nossas tristezas eram atenuadas com um suspiro de alívio que nos dizia "o que vale é que estamos na Europa", agora, até a Europa dá sinais de desnorte.
No dia seguinte às eleições que deram a maioria absoluta ao PS, escrevi um post em que dizia que Sócrates tinha a responsabilidade de nos voltar a fazer acreditar no nosso país e nesta geração de políticos. Continuo a dar o benefício da dúvida a este governo, mas confesso que já estive mais longe de pensar que este país é ingovernável. Ou, se calhar, precisamos de um novo partido, de gente diferente, de uma nova geração, de uma nova visão...

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Passa-lhe pela cabeça que o país é ingovernável, depois fala duma nova visão mas cuidado, mantenhamo-nos na partidocracia.

10:47 da tarde  

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