Estado de Desgraça
Depois de três meses maravilhosos, em que governo, sindicatos, patrões e comunicação social andaram de mãos dadas, voltámos ao de sempre: ao estado de desgraça.
Afinal, ao contrário do que nos foi prometido, os impostos serão aumentados, os boys foram e continuam a ser nomeados e os empregos que iriam cair do céu, transformaram-se em "desempregos". Por seu lado, os "dinossauros" dos sindicatos continuam a sua luta gasta, reclamando aquilo que já ninguém lhes pode dar. Os patrões começam a olhar para a China, Índia e outros mercados emergentes como óptimas alternativas ao nosso país. A comunicação social voltou à notícia barata, fácil e incompleta que incendeia o povo. Pois é...Belos tempos em que a esperança durava, pelo menos, um mandato.
Mas, se no passado, as nossas tristezas eram atenuadas com um suspiro de alívio que nos dizia "o que vale é que estamos na Europa", agora, até a Europa dá sinais de desnorte.
No dia seguinte às eleições que deram a maioria absoluta ao PS, escrevi um post em que dizia que Sócrates tinha a responsabilidade de nos voltar a fazer acreditar no nosso país e nesta geração de políticos. Continuo a dar o benefício da dúvida a este governo, mas confesso que já estive mais longe de pensar que este país é ingovernável. Ou, se calhar, precisamos de um novo partido, de gente diferente, de uma nova geração, de uma nova visão...
Afinal, ao contrário do que nos foi prometido, os impostos serão aumentados, os boys foram e continuam a ser nomeados e os empregos que iriam cair do céu, transformaram-se em "desempregos". Por seu lado, os "dinossauros" dos sindicatos continuam a sua luta gasta, reclamando aquilo que já ninguém lhes pode dar. Os patrões começam a olhar para a China, Índia e outros mercados emergentes como óptimas alternativas ao nosso país. A comunicação social voltou à notícia barata, fácil e incompleta que incendeia o povo. Pois é...Belos tempos em que a esperança durava, pelo menos, um mandato.
Mas, se no passado, as nossas tristezas eram atenuadas com um suspiro de alívio que nos dizia "o que vale é que estamos na Europa", agora, até a Europa dá sinais de desnorte.
No dia seguinte às eleições que deram a maioria absoluta ao PS, escrevi um post em que dizia que Sócrates tinha a responsabilidade de nos voltar a fazer acreditar no nosso país e nesta geração de políticos. Continuo a dar o benefício da dúvida a este governo, mas confesso que já estive mais longe de pensar que este país é ingovernável. Ou, se calhar, precisamos de um novo partido, de gente diferente, de uma nova geração, de uma nova visão...
Paulo de Carvalho, "E Depois do Adeus"
1 Comments:
Passa-lhe pela cabeça que o país é ingovernável, depois fala duma nova visão mas cuidado, mantenhamo-nos na partidocracia.
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