terça-feira, junho 14, 2005

O Ridículo Autárquico

A História recente de episódios em que os intervenientes principais são autarcas (ou ex) roça muitas vezes o ridículo.
Tivemos um Avelino a pontapear cadeiras num estádio que, por ter o seu nome, considerava seu.
Tivemos esse mesmo senhor a mungir vacas num programa de televisão repleto de seres inacreditáveis.
Temos um Valentim e um Isaltino que, fazendo orelhas moucas às orientações da direcção do PSD, apresentaram candidaturas contra o partido em que são filiados.
Last but not the least, temos uma Fátima fugitiva no Brasil que, ao que parece, pondera regressar a Portugal enquanto candidata à Câmara Municipal de Felgueiras, para assim evitar a prisão (apoiada por um grupo denominado "3ª Via").
Provavelmente, estes são só alguns exemplos de pequenos condes que dominam a seu belo prazer os seus condados. Resta acreditar que são a excepção e não a regra.

Não sou daqueles que considera que estes senhores, por serem arguidos em processos judiciais, deverão ser considerados, desde já, culpados. Penso que no estado em que se encontra a nossa justiça e conhecendo a forma leviana como hoje se constituem arguidos, o princípio da presunção de inocência tem ainda mais valor. Além disso, a eternidade dos processos judiciais não deve, por princípio, impedir que as pessoas possam exercer livremente os seus direitos.
No entanto, do ridículo estes senhores já não se livram.
Como é que se podem tolerar as atitudes do Sr. Avelino?
Será aceitável que dois militantes activos do PSD concorram contra o seu próprio partido?
Com que cara se apresenta a Sra. Fátima em campanha eleitoral?

No meio desta realidade e tendo em conta a área e a população do nosso país, faz-me confusão que se continuem a criar novas concelhos e que se volte a falar da regionalização como um objectivo a concretizar.
Como se não bastassem os condes, há que criar "petit princes" regionais.