sexta-feira, julho 08, 2005

Invencíveis!!!

Ontem foi um dia triste!
Os ingleses foram atacados, ou melhor, nós fomos atacados! Mas nós, aqueles que acreditamos profundamente nos valores da democracia e liberdade, não fomos derrotados!
Foi impressionante a forma como os nossos aliados lidaram com esta situação tão delicada. Sentiu-se que estavam preparados para este dia. A sua reacção foi serena. Não vimos pessoas desesperadas; não vimos a polícia desorganizada; não vimos a comunicação social local a aproveitar-se do sofrimento humano para ganhar audiências; não vimos líderes precipitados. Vimos uma pátria unida que na tragédia demonstrou a sua força.
Meus amigos, este povo já passou por muito e, haja o que houver, não perderá! Os Ingleses são invencíveis! E nós, “free world”, também temos que nos tornar invencíveis!
Hoje é um novo dia and SHOW MUST GO ON!!!

3 Comments:

Anonymous David Portugal said...

Tem tudo a ver com expectativas...

Os impactos económicos dos ataques bombistas tenderão a diluir-se no médio a longo prazo, tal como aconteceu com o 11 de Março de Madrid, disseram os economistas consultados pelo DE, no rescaldo dos acontecimentos de ontem, em Londres.

Miguel Beleza, economista do BCP, repara que “já tivémos um precedente [os ataques de La Tocha, em Madrid, no ano passado], mas que, ainda assim, Espanha manteve-se como uma das economias mais saudáveis da União Europeia”. Por outro lado, continua, “o Reino Unido mostrou que está muito bem preparado”. Contudo, em relação ao curto prazo, o ex-ministro das Finanças admitiu que poderão existir custos. “Estamos a falar da perda de vidas humanas, de custos acrescidos com a segurança, mas também de uma agitação considerável dos mercados financeiros e de uma quebra da confiança que, espero, se dissipe no médio a longo prazo”, acrescentou.

António Nogueira Leite, economista do grupo Mello, confirma que “à parte da enorme tragédia, os efeitos negativos a nível económico-financeiro apenas se vão sentir no curto prazo”. O ex-secretário de Estado duvida que estes actos terroristas possam arrastar ainda mais a confiança porque “ela já está demasiado baixa”. O professor observa ainda que “à parte dos ‘traders’ que ligam pouco aos fundamentais e se excitam muito com este género de acontecimentos, não há razões de fundo para esperar uma deterioração da conjuntura”. Por isso, Nogueira Leite também não acredita que o BCE altere a sua política e corte taxas de juro.

Uma opinião coincidente com a de António Mendonça, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). O economista considera que o terrorismo já faz parte da cultura e das referências dos agentes económicos, ou seja, “é como se as pessoas e as empresas já tivessem descontado esse prémio de risco nas suas decisões”. Esta “sensação de aparente normalidade” faz com que o economista rejeite “consequências catastróficas” na sequência dos acontecimentos de ontem, sublinhando que “os impactos mais negativos tenderão a diluir-se ao longo dos próximos meses”. O docente do ISEG também não espera que o BCE desça taxas por causa do que aconteceu em Londres, relembrando que “uma nova descida de juros na zona euro deixou de ser eficaz”.

No curto prazo, “é possível que as essoas se sintam mais retraídas em relação às viagens, com prejuízo para a mobilidade”, e que o mercado do petróleo seja um pouco pressionado devido à constituição de reservas nesse tipo de activos.

Carlos Andrade, economista-chefe do BES, também não espera um agravamento substancial da economia. “Parece que, infelizmente, os agentes económicos aprenderam a reagir face a este tipo de tragédias”, sustenta. “Mas numa primeira fase, é claro que isto nunca pode ser bom para o clima de confiança, nem para o preço do petróleo, que tenderá a subir devido à especulação”, admite.

A economista-chefe do Banco BPI, Cristina Casalinho, também não espera “grandes impactos” porque “já há uma certa familiariedade dos agentes em relação ao fenómeno do terrorismo, sobretudo no Reino Unido”. “Se compararmos com o que aconteceu depois do 11 de Março e olhando para a economia espanhola de hoje, percebemos que não há razões para um pessimismo exacerbado”, frisa.

A especialista é também da opinião de que “este tipo de riscos estão cada vez mais integrados nas expectativas” e que em relação ao petróleo, ao turismo ou à situação macro-económica “pouco ou nada mudará”.

12:46 da tarde  
Blogger Francisco Proença de Carvalho said...

A análise económica por David Portugal.
Bom contributo. Obrigado.

1:37 da tarde  
Anonymous David Portugal said...

A análise não foi de minha autoria! no entanto não perde o interesse...

Grande abraço

2:32 da tarde  

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