quinta-feira, julho 07, 2005

A Joana, o G8 e as Manifestações



Joana Amaral Dias, bonita e simpática representante do BE na blogosfera que, pelos vistos, optou por emigrar para a terra de George W. Bush, em detrimento de paraísos como a Coreia do Norte, Cuba, Albânia, entre outros (sabe-se lá porquê), parece cair no erro habitual dos defensores da Esquerda Caviar: Ser contra a acção e contra a solução! No fundo, ser sempre contra.
Repare-se:
Num dia a Joana protesta contra a existência de feridos e presos nas manifestações de anarquistas na Escócia a propósito do G8; no outro, a Joana diz que não concorda com a agressão em manifestações e por parte dos manifestantes. Bom, no fundo, a Joana é contra a violência, porque sim! Penso que qualquer pessoa de bem é contra a violência por princípio. Mas, o que me parece que faz falta à Joana e à generalidade da esquerda caviar é bom-senso e pragmatismo.
Perante um conjunto de pessoas cujo único objectivo é destruir tudo o que lhes passa pela frente, especialmente se tiver ligações ao país onde a Joana está a viver, eu sinceramente não consigo vislumbrar outra solução para a polícia que não seja bater e prender.
Ou será que a Joana acredita que a solução seria um polícia chegar ao pé de um daqueles amáveis seres e dizer-lhe: “olhe amigo, o senhor importa-se de não queimar essa viatura que está ai estacionada e já agora, se for possível, faria o favor de parar de atirar calhaus contra o Macdonalds?”
A Joana é contra a globalização; a Joana considera que os tais G8 são os principais responsáveis pelos males do mundo. Faz muito bem! Melhores ou piores, todos temos as nossas causas. Mas, a Joana devia condenar, de forma veemente e sem reservas, aqueles que deturpam as suas causas, sob pena de elas ficarem totalmente descredibilizadas.

Pedir coerência à esquerda caviar é como pedir a lua de presente de anos. Detestam a globalização, mas não vivem sem ela. Detestam os G8, mas não lhes passa pela cabeça emigrar para países que não sejam deste núcleo. Condenam os males do mundo, mas não apresentam soluções.