quarta-feira, agosto 03, 2005

Desemprego ou Parasitismo?

Já não é a primeira vez que vejo notícias de empresas que tentam arranjar trabalhadores e não conseguem.
Pedem ajuda aos Centros de Emprego onde estão registados milhares de desempregados e o resultado normalmente é sempre o mesmo: não se apresentam candidatos ou os que se apresentam encontram as mais variadas desculpas para se livrarem do sacrifício:
- ou têm um familiar doente;
- ou moram longe;
- ou faz muito frio;
- ou dá muito trabalho.

Por vezes, ainda aparecem uns sinceros que dizem: “entre andar uns km para ir para o local de trabalho, passar 8 horas a bulir, aturar os caprichos do patrão ou receber subsídio de desemprego, desculpem meus caros, prefiro a segunda hipótese. Adeus e até à próxima! Vou para o curso de formação profissional!”.
Apesar desta realidade, ainda temos uma grande fracção deste país convencida de que o Estado Social é que nos traz a prosperidade e a felicidade. Puro delírio!
A verdade é que esse mesmo Estado Social é, em larga medida, responsável, por um lado, pelo desemprego, por outro, pelo parasitismo.
Fomenta o parasitismo quando atribui prestações sociais “cegas” a quem não quer trabalhar e quando adopta a teoria de que um emprego deve ser para a vida. Esta teoria, protegida por uma Legislação Laboral inadequada aos tempos actuais e que confere uma rigidez absurda ao nosso mercado de trabalho, é responsável por muitos males do país:
Se eu sei que dificilmente sou despedido, que independentemente de produzir mais ou menos, recebo o mesmo, o resultado natural é não me preocupar seriamente em render e produzir mais; se eu produzo menos, a minha entidade patronal é menos rentável. Se o meu patrão tem prejuízo, eu fico com os salários em atraso e o Estado não recebe a receita dos impostos.
Se isto é assim, o meu país produz menos riqueza e é menos atractivo ao investimento.
Mas, mais do que isto, também o Estado Social é responsável, em larga medida, pela existência de verdadeiros desempregados, muitos deles jovens que não têm oportunidade de entrar no mercado de trabalho, porque este se encontra fechado.
Não tenho dúvidas que o dinamismo e flexibilidade contribuiriam para a redução, quer do desemprego, quer do parasitismo.
No estado actual, permitam-me um conselho a quem está sem emprego, seja parasita ou verdadeiro desempregado:
Filiem-se num partido do Bloco Central, façam a carreirinha como deve ser e verão que, mais tarde ou mais cedo, o emprego aparecerá. Mas, atenção, será um emprego precário, dependente das flutuações normais da alternância democrática.

1 Comments:

Anonymous js said...

... esta é uma questão que não tem sido devidamente explorada... e que neste artigo expressa efectivamente uma realidade de um país de gente que não quer trabalhar!... salvaguardada por normas que tendo bons principios são aproveitados para os piores fins...
engraçado é as pessoas que recusam movimentar-se nem que seja 10Km para arranjar emprego ... serem as mesma que estão contra a entrada de imigrantes que muitas vezes se deslocam milhares de Km desfazendo familias...
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt

6:12 da tarde  

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