sexta-feira, setembro 30, 2005

Experiência na Índia: destino Bombaim

A fronteira entre saber uma coisa e interiorizá-la pode ser como um rio estreito mas de águas violentas. A outra margem ao nosso alcance, no entanto difícil de atravessar. Foi isto que eu descobri quando o meu despertador tocou às 7 da manhã do dia 21 de Março do corrente ano: eu sabia há muito que iria para a Índia durante 3 meses e meio, mas foi nessa manhã que, de facto, a minha decisão pesou sobre mim.

O meu destino: Bombaim (Mumbai).

Centro económico-financeiro da Índia, responsável pela criação de 40% da riqueza de todo o país; casa de 18 milhões de pessoas (números oficiais), embora a realidade – as zonas pobres - aponte para números na casa dos 30 milhões; lugar de nascença de Rudyard Kipling, prémio Nobel da Literatura e autor de “O Livro da Selva”e do poema “If”; “pátria” de Bollywood, provavelmente a maior indústria cinematográfica do mundo; e local do quartel general da National Domestic Workers Movement, onde eu iria trabalhar. Organização fundada há cerca de 20 anos por Jeanne Devos, uma freira de origem belga nomeada para os próximos prémios Nobel, tem como objectivo, entre outros, fazer frente ao tráfico e ao trabalho infantil, ambos problemas crónicos da injusta sociedade indiana.

1 Comments:

Blogger Henrique Raposo said...

Mais. Quero mais.

4:21 da tarde  

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