quinta-feira, setembro 29, 2005

Sobre as presidenciais

E se surgissem candidatos verdadeiramente independentes dos partidos, vindos do meio empresarial e económico, da cultura ou das ciências? O Presidente da República não tem de ser um político profissional mas parece que todo o país tem isso como um dado adquirido. Já sei que me vão dizer que a candidatura de Cavaco não é partidária. Não concordo. O que seria Cavaco sem o PSD? Provavelmente seria um professor universitário ou um quadro superior do Banco de Portugal como tantos outros. Cavaco deve muito ao PSD e é verdade que o PSD deve muito a Cavaco, mas o que importa aqui referir é que se não fosse o PSD (para os românticos se não fosse a rodagem do Citroën) Cavaco não seria candidato ou pré-candidato presidencial. Já com Soares a história é outra. Não há dúvida que ele é o candidato do PS mas acontece que foi Soares que fez o PS e não o contrário. É graças a Soares que existe PS (arrisco-me a dizer todos os outros partidos tal como os conhecemos) e, portanto, com ou sem PS Soares poderia ser candidato presidencial.
Posto isto e dada a excessiva partidarização das eleições presidenciais voltemos ao princípio. Não haverá pessoas fora dos partidos com as qualidades necessárias para serem bons Presidentes da República? Pessoas que se tenham destacado e que tenham algo de novo a dar ao país?Começando no mundo económico surgem imediatamente três nomes de diferentes matizes políticos: Carlos Monjardino, Artur Santos Silva e Jorge Jardim Gonçalves. Bastava que qualquer um deles avançasse e estaríamos perante uma importante e urgente alteração política em Portugal.
Aceitam-se mais sugestões.

4 Comments:

Anonymous Pato Marreko said...

E por aqui podes ver como vai o monarka.

http://patomarreko.blogspot.com/

11:24 da tarde  
Blogger Bernardo Pires de Lima said...

Meu caro David
Quando te referes a Carlos Monjardino, falas do MASP, presidente de uma fundação muito próxima do PS, amigo pessoal de Soares, ou é um outro Carlos Monjardino,independente, homem de sucesso, que nada tem a ver com estruturas e lógicas partidárias mesquinhas?
Gostava de o conhecer, se é que ele existe...

3:10 da tarde  
Blogger David Castaño said...

Bernardo
Tens razão. De facto o Monjardino andou um bocado a reboque do PS, mas não deixa de ser mais independente do que os actuais candidatos e não estava a ver quem à esquerda poderia representar esse papel. As outras hipóteses seriam o Vasco Vieira de Almeida ou o Henrique Neto...

3:58 da tarde  
Blogger Bernardo Pires de Lima said...

David
Não sei se foi o Monjardino que andou a reboque do PS se o contrário. As tuas outras hipóteses são na linha do Presidente da Fundação Oriente.
Por mim, o PR também vinha da sociedade civil. Um tipo com estatuto na sociedade, e sobretudo com reduzidos poderes, em função do texto constitucional que, naturalmente, teria de ser revisto.
Como não sou sebastianista vou dedicando mais atenção a outras questões, nomeadamente as internacionais, bem mais interessantes que a política TINO (tino, avelino, isaltino, valentino...) portuguesa!
abraço

5:52 da tarde  

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