terça-feira, setembro 27, 2005

Uma boa notícia para Lisboa

O governo, pela voz do secretário de Estado do Turismo e do ministro das Obras Públicas, anunciou que está a estudar a hipótese transformar uma das várias bases militares que rodeiam Lisboa num aeroporto destiando a companhias charter. Após longos meses de completo alheamento a um factor fundamental para o turismo na cidade de Lisboa esta é uma notícia que deve deixar todos os lisboetas mais tranquilos. Pode ser que também venham a chegar à conclusão que com um aeroporto para charters e para outros voos nos arredores de Lisboa, em Alverca ou em Sintra, não a 40 Km! sirva para aliviar a Portela e lhe dê mais uns anos de vida. Se demonstrarem que por razões de ordem económica e essencialmente de ordem estratégica, Portugal necessita de um novo grande aeroporto para ganhar competitividade no contexto ibérico então que ele se faça, mesmo com prejuízo para os lisboetas. Por enquanto cheira apenas a negociata e a uma visão errada de que é com grandes obras públicas que o país se salva!

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ora viva. Por obséquio, em que jornal leu a notícia? As fontes foram o secretário de estado ou o ministro? Custa-me a crer que o tenham dito! Inclino-me mais para uma fonte "anónima", facilmente desmentida.

Já agora uma adenda. A localização Alverca é incompatível com a Portela. As duas pistas estariam dependentes e não aproveitadas ao máximo, já que a aproximação às pistas é feita pelo mesmo lado. Em termos aeronáuticos é já ali. Não poderiam, por exemplo, aterrar dois aviões nos dois aeroportos ao mesmo tempo.

1:49 da manhã  
Blogger David Castaño said...

Caro anónimo,
Ouvi na TSF o ministro e o secretário de Estado e a notícia vem hoje publicada num jornal económico. Não tenho contactos nem com o governo nem com fontes do governo e não ando aqui a brincar aos jornalistas e às gargantas fundas.
Quanto à incompatibilidade com Alverca o que diz só parcialmente é verdade. O controlo aéreo teria de ser feito para os dois aeroportos ao mesmo tempo e obviamente não poderiam aterrar dois aviões ao mesmo tempo mas podiam aterrar dois aviões com intervalos de minutos. Já viu os aviões a fazerem bicha em qualquer grande aeroporto internacional? era o que fariam aqui, utilizando o mesmo corredor, mas um aterraria na Portela e outro em Sacavém. Caso não saiba o problema da Portela não tem a ver com o corredor aéreo mas com a capacidade instalada. O que falta na Portela são terminais de carga e de passageiros, hangares, espaço para o estacionamento de aeronaves etc. Uma vez que a Portela não se pode expandir territorialmente esta hipótese, colocada por especialistas e não por curiosos como eu ou o senhor, serviria perfeitamente para minorar os probelmas que se colocam ao actual aeroporto de Lisboa. A ideia de Alverca é a de se constituir apenas uma estrutura com duas pistas complementares separadas por alguns km. Com diz em termos aeronáuticos é já ali.

3:26 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ainda estou pasmo. Tb já ouvi as declarações. E depois as do ministro das obras públicas. Descoordenação, 2 carroças com dois interesses diferentes, pressão sobre a hipotese Ota... gostaria que o primeiro ministro fizesse alguma luz sobre o assunto.

Sobre os dois aeroportos já ali. Claro que é possível compatibilizar as aterragens. Zurique ou LA fariam arrepiar um controloador aéreo lisboeta, mas as coisas fazem-se. Como diz, o problema reside sobretudo na estrutura aeroportoária.
Mas esta solução, não permite rentabilizar ao máximo o número de vôos possíveis na Portela, por impossibilitar aterragens simultâneas. E convenha-mos que expandida a zona aeroportuária, o crescimento da Portela dependerá apenas desse factor (e do mercado, claro).

Como disse, esta hipótese serve para minorar e não para rsolver o problema. Politicamente, que a opção assim o será, parce-me que esta hipótese nunca poderá substituir uma solução de fundo, seja ela qual for. Mas vai ser interessante ver em cima da mesa a equação complexa para os timings e possibilidades de investimento, bem como rentabilização dos mesmos.

A favor da hipótese que menciona estão os baixos custos e a rapidez do empreendimento.

5:13 da tarde  

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