terça-feira, janeiro 24, 2006

Francisco Louçã





Só num país com uma comunicação social tendenciosa é que Louçã pode ter o protagonismo que tem. Aliás, atrevo-me a dizer que Louçã é, em larga medida, um fruto das redacções dos media. A verdade é que nem assim consegue ter mais de 5% dos votos dos portugueses. Daí que me custe entender que a uma pessoa com pouco mais de 288.000 votantes, possa ser dado tanto protagonismo (ou mais) como a uma pessoa que recolhe a preferência de milhões de portugueses.
Apesar desta insignificância política, Louçã fala como se fosse o patriarca de Portugal, portador dos anseios da generalidade dos portugueses.
Nestas eleições, ficou demonstrado que não é.
Ps: desconte-se da subvenção que receberá, o custo do automóvel topo de gama com que andou a fazer campanha. Segundo sei, foi cedido pelo Parlamento Europeu ao seu comparsa, Miguel Portas. O que diriam os jornalistas se em vez de Louçã fosse Santana e em vez de Miguel fosse Paulo???

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"Daí que me custe entender que a uma pessoa com pouco mais de 288.000 votantes, possa ser dado tanto protagonismo (ou mais) como a uma pessoa que recolhe a preferência de milhões de portugueses." Pois meu caríssimo iluminado, a isso se chama democracia.Capisce?

12:34 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

A mim também me custou a entender que um partido com pouco mais desses 5 e tal por cento aparecesse, sem nada o dar a entender durante a campanha (muito pelo contrário) num governo que devia ser de um partido que na altura recolheu a preferência de milhões de portugueses. Não imensos, é verdade, mas ainda assim... escusávamos de ter gramado com o o protagonismo do lord Portas.

2:30 da manhã  

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