terça-feira, janeiro 24, 2006

Mário Soares


Depois da estrondosa derrota que sofreu, ouvi muitos dos seus apoiantes e comentadores afirmarem, convictamente, que a sua imagem não ficaria minimamente abalada pelo resultado destas eleições. Gostava de não ter que discordar destas opiniões, mas, infelizmente, discordo.
De facto, se Soares tivesse optado por fazer uma campanha séria, digna e com ideias construtivas para o país, independentemente do resultado, eu seria o primeiro a dizer que a sua imagem ficaria intacta.
No entanto, a sua opção foi claramente outra.
Ao não revelar uma única ideia para Portugal, ao "passar por cima" de Alegre, ao preocupar-se exclusivamente em atacar a pessoa de Cavaco Silva, muitas vezes recorrendo a críticas “baixas”, Soares demonstrou que a sua candidatura não foi “Por Portugal”, mas sim por uma necessidade egocêntrica de se manter no palanque.
Os portugueses não o perdoaram. E tenho sérias dúvidas que o voltem a perdoar tão cedo…