quinta-feira, fevereiro 02, 2006

1 de Fevereiro

Foi ontem colocada com a pompa e a circunstância merecida uma placa evocativa do assassinato do Rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe. Não haveria nada mais a dizer não fosse o texto gravado na placa referir que ambos tinham morrido pela pátria. Estamos pois perante um entendimento muito amplo do conceito morrer pela pátria, que leva a uma vulgarização da expressão, vulgarização que certamente não agradará aos promotores da iniciativa. D. Carlos e o filho foram cobardemente assassinados à queima roupa quando regressavam a casa depois de uma estadia em Vila Viçosa, ponto final. Já imaginaram se algum carbonário ou maçon resolve colocar no mesmo local uma placa do tipo: “Aqui mataram e morreram por um novo ideal de pátria Alfredo Costa e Manuel Buiça”?