quarta-feira, janeiro 25, 2006

Há! Isso foi o Joseph...


Para refutar a projecto de resolução do Conselho da Europa sobre a “Necessidade de uma condenação internacional dos crimes dos regimes comunistas totalitários”, o PCP nem se deu ao trabalho de recorrer à comum tese de uma ideologia inocente dos crimes cometidos em seu nome.
Na Declaração Política do PCP, o comunismo totalitário perde por falta de comparência, apresentando-se a resolução do Conselho da Europa como instrumento de uma ofensiva “fascizante”, disposta a “branquear o nazi-fascismo” pela aproximação deste à natureza cândida do marxismo-leninismo.
Assim se constrói a contemporânea essência comunista. Partilhando a matriz ideológica de experiências totalitárias, o PCP afirma a sua inocência porque, entretanto, se foi dissociando de qualquer cumplicidade por associação. O que o presente ideário comunista esconde é a vocação sanguinária e repressiva, escrita em small print, em qualquer magna utopia.

1 Comments:

Blogger luis ferreira said...

Caro Gonçalo,

A reacção não é surpreendente e insere-se no tipo de comentário que o PCP - entre outros, acrescente-se - tem tido ao longo da sua história.
A autocrítica do movimento comunista internacional além de desagradável para os mesmos, é perigosa pois pode levar em última análise á conclusão que o totalitarismo é genético ao comunismo.

5:05 da tarde  

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