quarta-feira, janeiro 18, 2006

A Utopia de Friedman

Barry C. Lynn “War, Trade and Utopia” (National Interest, 82).

Excelente crítica ao utopismo comercial e determinista de Thomas Friedman. Thomas Friedman faz lembrar Norman Angell. Em 1910, Angell também afirmava que a globalização – a primeira – iria conduzir o mundo para a paz e prosperidade. Norman Angell também criou um fim de história. Errou por completo. Thomas Friedman, na nossa 2ª Globalização, repete os erros. Não resiste à utopia. Globalização, sim. Mas devemos estar conscientes que não é um processo autónomo. Dependente da política dos estados liberais que a sustentam.

12 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Boa noite,
refere-se ao T. Friedman do Mundo Plano... - que é um grande fiasco, ou ao Olive TRee & Lexus... É que este fia mais fino e aí o seu raciocínio já n se lhe aplica. Assim, convém especificar - pq o homem n é todo mau, como em tudo na vida.

Obrigado pla atenção
Rui Paula de Matos

http://www.macroscopio.blogspot.com

1:13 da manhã  
Blogger Joao Galamba said...

Gosto de ver o teu anti-neoliberalismo. Para quando adesao as teses de Ernesto Laclau? :) Ele nao usa o Schmitt, como a Mouffe, mas o senhor Gramsci, que me parece alguem muito mais recomendavel. A valorizacao da democracia como um fim em si mesmo e como um processo deliberativo atraves do qual uma comunidade politica define continuamente(sem determinar e sem clausuras) a sua identidade colectiva (sem vontades gerais nem colectivismos) parece-me positiva.
So nao percebo qual e' a diferenca entre uma democracia solida e fortemente participativa e a democracia radical (se calhar sao os seus excessos pos-modernistas). Tu, como Burkeano nao te assustas um bocado com a exaltacao do atomismo que o credo neoliberal parece cair? Nao achas que o teu conservadorismo tem poucas armas contra o neoliberalismo? Etc...

Um grande abraco,
Joao

2:50 da manhã  
Blogger Paulo Trezentos said...

Acho que é fácil criticar o "Mundo é plano"... é um bestseller e portanto não deve, nem pode, ser bom. Como os blockbusters do cinema.
Mas o livro, ou pelo menos como eu o li, não defende a globalização. Tenta identificá-la através dos fenómenos que estão a mudar o mundo.
Será que o Barry Lynn, Henrique Raposo e Rui Paula de Matos já tinham ouvido falar de open-source ou off-shoring no contexto tecnológico?
A minha formação é tecnológica e acho que o livro está bem escrito na identificação dos fenómenos de TI com que lidamos no dia-a-dia.

Pediram-me um artigo de opinião sobre o Plano Tecnológico para a revista Bit de Fevereiro e peguei precisamente no livro para o abordar. Para quem não compra a Bit e prefere a Atlantico cá deixo o texto.
Entretanto na crónica do suplemento de informático do Jornal de Noticias de amanhã faço uma pequena referência ao Sinedrio no contexto de Comunidades virtuais. Referência merecida. Desculpem este festim de tecnologia num blog tão ciber-agnóstico e auto-infoexcluído. :-)


O mundo é Plano (Tecnológico)
Nem de propósito conseguir-se-ia tamanha coincidência. O livro do momento chama-se o “O mundo é plano” de Thomas Friedman e é precisamente sobre sociedade do conhecimento e inovação. O título alude à queda de barreiras entre países facilitando trocas e partilhas e, naturalmente, tornado-se instrumento de globalização.
Mas simultaneamente o mundo também é feito de Planos, isto é, mapas orientadores que nos ajudam a atingir objectivos. Ou melhor dito, o mundo é feito de “escolhas”, seguidas de “planos” e terminando na “execução” dos mesmos. Escolhas. Plano. Execução.
O Governo em campanha eleitoral escolheu o choque tecnológico como forma de superar algum atraso do país. A “escolha”.
Era preciso então escrever um plano para passar à execução dessa escolha.
E fê-lo bem. Na generalidade, o Plano Tecnológico é um bom documento.
Na verdade, existem três planos tecnológicos: o documento síntese de José Tavares – ex-responsável pelo mesmo, a suposta versão integral do Plano que integra 17 documentos de trabalho e a sua síntese. Este último, é o mais interessante. É o “Plano”.
O objectivo a que que propõe é ser “um conjunto articulado de políticas” baseadas em três campos de acção “Conhecimento, Tecnologia e Inovação”.
Os quadros-resumo que integram o documento ajudam a perceber que políticas estão em curso e as que irão ser lançadas através de medidas coordenadas pelos vários ministérios para cada um desses campos de acção. Está ainda muito claro quais é que são os objectivos estratégicos. Por fim, o melhor está na última página, a 57. Um quadro que quantifica para 2010 quais os objectivos que se pretendem atingir. Por exemplo, 15% da população com diplomas de ensino superior.
É verdade que sobre o melhor p(l)ano cai a nódoa. Eu diria, quatro nódoas. Primeiro, os oito meses que demorou a produzi-lo é exagerado para uma legislatura de 4 anos. Por outro lado, na semana anterior a ser lançado viu o seu coordenador demitir-se. Em terceiro lugar, tenta fazer o “bolo” com as receitas que já conhecemos. E não, como deveria, com uma ruptura e a adopção de tecnologias e processos que possam alavancar o desenvolvimento, como a adopção de Software Livre / Aberto e as outras nove forças descritas no livro de Freedman. Por fim, poderia ainda definir melhor algumas das medidas e explicar como cada medida contribui para os objectivos quantificados.
Será que está tudo feito? Pelo contrário.
O ponto crítico será a sua realização. A “execução”.
Se existem ministérios claramente em velocidade cruzeiro, como o da Ciência com o Ligar Portugal ou o da Justiça com a empresa na hora e o documento único automóvel, existem outros com uma agenda muito pouco tecnológica. Agências e unidades que deveriam ser “pontas de lança” do governo nesta área, como a UMIC, estão com um desempenho irreconhecível. O que pode significar erros de “casting” ou falta de poder político dos seus líderes .
No campo empresarial é já claro que podemos ter casos de sucesso europeus em TI como os MNI na área da saúde, Siemens nas telecomunicações, Caixa Mágica no open-source, Mobicomp e Ydreams na mobilidade, etc...
Mas dos agentes económicos também poderão vir ameaças. As críticas surgidas nos media mais do que reflectem o tradicional costume português de treinador de bancada. Reflectem um certo desânimo pela forma como os instrumentos públicos têm vindo a funcionar.
Estes agentes precisam de perceber, aceitar e acreditar que o Plano Tecnológico não é o mapa do tesouro para fundos inesgotáveis. É antes um mapa de trabalho e suor para todos juntos – empresas, particulares e administração pública – atingirmos uma sociedade mais desenvolvida e justa. O Plano passa por descobrir que o mundo é plano.

10:20 da manhã  
Blogger AA said...

Prefiro continuar na minha ingenuidade: estamos ou não de acordo que "globalização sim"?

A discussão se a globalização é melhor promovida pelos estados liberais ou pela ordem espontânea parece-me insípida face aos perigos dos múltiplos pensamentos iliberais que sustentam a antiglobalização ou alterglobalização.

1:10 da tarde  
Blogger Joao Galamba said...

Antonio,
A questao nao deve ser posta nesses termos absolutistas e dicotomicos. Ha ou nao uma tensao entre globalizacao e democracia (nao estou a falar das ilusoes cosmopolitas de democracias mundiais e coisas do genero)? Se o poder se desterritorializa (apesar do HR achar que nao) o que acontece ao cidadao e 'a democracia (que por definicao estao associados a um determinado territorio)?
Repara que a democracia implica uma certa soberania de uma comunidade politica, mas muitas das alternativas politicas nao sao colocadas nesses termos, mas sim como necessidades ou inevitabilidades (atencao que nao estou a dizer que nao o sejam, mas apenas a realcar os termos nos quais as coisas sao apresentadas). Se algo e' necessario nao existe verdadeira soberania democratica (que se calhar sempre foi uma ilusao e tudo isto que eu estou a dizer e' um disparate)
Agora acho que uma fe inquebrantavel na globalizacao e' uma forma de utopia iluminista-progressista

Um abraco,
Joao

2:40 da tarde  
Blogger RPM said...

Boa noite,
de facto alguns desse conceitos aí abordados parecem-me estéreis, navegando na vacuidade da política, a não ser que o candidato se abalance para a constituição de um programa da teoria e ideologias políticas na modernidade ou coisa parecida...

Tão estéreis que uma leitura do Schumpeter de há 50 anos me parece mais produtiva do que aquela que remete para o TF nesse best seller. Mas atenção, o seu melhor livro, de longe, é o outro The Olive TRee and... Para quem não o leu sugiro essa leitura, verá depois a frustração que foi ter perdido tempo com o beste seller. Aliás, ainda hoje me interrogo como que é que o mesmo homem pode fazer uma coisa tão boa e depois conjecturar uma coisa tão medíocre, salvo melhor opinião - que respeito, naturalmente.

Aliás, se atentarmos bem na terminologia que Sócrates escolheu para ganhar as eleições - é, precisamente, "choque tecnológico", e se calhar n foi por acaso que ele foi buscar a arquitectura desse conceito e transpô-lo depois para uma macro-política pública que está por implementar - ou melhor, que está sendo um tremendo fiasco - os socialistas que me desculpem - , mas os engulhos são notórios e a falta de rumo é tão visível que até um cego vê, sem ofensa para os cegos, é claro.

Resumindo: se me pedissem para fazer o tal paper jamais importaria conceitos do TF, bastaria ir bebê-los ao velhinho de há 50 anos para ficar muito melhor servido. Tanto q qqr comparação é injusta para o best seller; e mui credora para o economista austríaco - cujo pensamento ainda está na base do funcionamento dos mercados e até dos sistemas políticos contemporâneo nas sociedades ditas pluralistas.

rui matos

7:29 da tarde  
Blogger Paulo Trezentos said...

A questao nao deve ser posta nesses termos absolutistas e dicotomicos.
Aqui estou de acordo.
A Globalização não é o mundo do futebol onde temos de ser ou verdes ou vermelhos. Ou azuis ou xadrez. Também não temos de ser pró-Davos ou pró-Porto Alegre.
Devemos é identificar o que a Globalização pode fazer por uma sociedade mais desenvolvida, justa e próspera.
E é possível contrariar a face negra da Globalização, contrariando os sub-fenómenos que para ela contribuem: info-exclusão e aumento das desigualdades, deslocalização de indústria e consequente desemprego, etc...
Mas não é possível contrariar o fenómeno geral.
O T.Freedman tem um estilo de escrito muito americano que se empolga e vibra com qualquer declaraçãozita de um indiano de Bangalore, o que realmente dá a ideia que pretende "vender" a globalização. Mas também tem um trabalho honesto de levantamento das mudanças tecnológicas que mudam a sociedade.

Aliás, se atentarmos bem na terminologia que Sócrates escolheu para ganhar as eleições - é, precisamente, "choque tecnológico", e se calhar n foi por acaso que ele foi buscar a arquitectura desse conceito e transpô-lo depois para uma macro-política pública que está por implementar - ou melhor, que está sendo um tremendo fiasco (Rui Matos sic).
Está e não está.
Não me quero repetir mas acho que nem tudo está errado no Plano Tecnológico.
Como qualquer macro-política (sic) pública, demora tempo para os seus resultados tornarem-se visiveis...
Mas não podemos incentivar a que se volte para trás nesta matéria. Houve uma opção do governo (poderia ser deste ou de outro) e vamos todos contribuir para que ela seja um sucesso. Pondo divergências de lado.

10:02 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Caro Paulo Trezentos,
não sei qual é a sua formação, mas parece-me que nem é sociologia nem ciência política e nem rel. internacionais... Tudo p/ lhe dizer o seguinte:

estavamos a discutir a valia de um livro do TF, eu referi-lhe que ele tinha outro infinitamente melhor, em todas as dimensões, na forma e no conteúdo, etc, etc.

Depois vocês coloca o enfoque nas questões tecnológicas, tudo bem... Depois fala-nos da face negra da Globalização - e do que podemos fazer com ela no sentido de aaumentar a justiça social, emprego, género, segu. social, enfim, cola ao conceito uma necessidade estrutural de de nos desenvolvermos com equidade, pois só assim potenciamos a coesão social que hoje, manifestamente, n temos.

Mas isto n decorre da Globalização. Deixe-me dizer-lhe, aliás, que a G. é uma metáfora - é o conceito da conjuntura - traduz tudo m tb pode traduzir um deserto de ideias e de conceitos q dp nenhuma coxexão têm com a realidade.

Sem querer dar-lhe qqr lição, mas vcê discute muita coisa ao mmo tempo, e isso científicamente é um erro; salta de conceito para conceito.

Apenas lhe disse que o Schumpeter tem uma matriz muito mais influente do que o TF no âmbito do Plano Tecnológico... Aliás, se vcê perguntar a Sócrates se ele sabe quem é o jornalista do NYT ele n saberá dizer quem é... Se lhe perguntar pelo Schumpeter ele já saberá, por certo responder.

Qto ao Pl. Tecnológico, só lhe digo que é uma vergonha: começou mal, muito mal, agora inquinou por birras, inércia, mandos e desmandos, falta de ousadia, estratégia negocial e muita, muita barganha... Mas como português - tal como vcê - espero, desejo, que ele vingue e dinamize a sociedade portuguesa...

Já agora e se me permite - deixe-me dizer uma coisa q porventura já sabe. O TF é um gr jornalista, um tipo corajoso, com muita experiência em Médio Oriente, tem uma grande imaginação sociológica, mas isso só se sente no outro livro dele que lhe falei acima, não No Mundo Plan... pq este está um pouco em banho maria, como o choque tecnológico.

Mas dizia, o melhor livro sobre o tema da G. é de dois senhores chamados Davide Held e A. McGrew
No meu modesto blog www.macroscopio.blogspot.com tenho lá escritos umas coisas...Sem qqr pretensaõ e dp disposto a aprender.

Por isso lhe digo isto agora.
Já agora nc se interrogou sobre quem iniciou a 1ª vaga de G. no mundo... Fomos nós, os portuguesas, através da gesta dos Descobrimentos, e tb aí houve um activo e um passivo; vantagens e desvantagens, o problema é que hoje o sistema de ameaças, riscos e perigos (sociais e outros) são esmagadores relat/ ao sistema da glob. que era suposto facultar-nos um quadro de oportunidades e de vantagens.

É que a G. antes de ser uma económica ou tecnológica é uma questão política. Porque sem uma boa política n há economia, muito menos tecnologia, nem ciência, nem investigação - pura e aplicada.

Sem isso vegetamos no extremos ocidental da Europa, onde estamos

Best regards
Rui Paula de Matos

4:56 da tarde  
Blogger Paulo Trezentos said...

Caro Rui Paula,

não sei qual é a sua formação,
Tecnológica. Como tinha escrito acima, à laia de desculpa de não poder empregar jargão das ciências sociais...

mas parece-me que nem é sociologia nem ciência política e nem rel. internacionais...
É verdade.
A não ser que a tivesse por osmose.
A minha cara-metade é socióloga e passo o dia num sítio com uma concentração de sociólogos e antropólogos por m^2 acima dos limites seguros para a saúde.


Apenas lhe disse que o Schumpeter tem uma matriz muito mais influente do que o TF no âmbito do Plano Tecnológico...

Eu percebi que quis fazer uma comparação entre os 2, mas o meu comentário não incidia sobre a comparação porque simplesmente não conheço Schumpeter (eventualmente deveria conhecer de Economia I e II). E até poderia dizer que sim e debitar algum do meu conhecimento Wikipédico (http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Schumpeter) :-), mas não conheço.
Então limitei-me a dizer o que pensava sobre T.Freedman que, em rigor, também não conheço para além do lido numa breve biografia e do livro citado no post original.


Qto ao Pl. Tecnológico, só lhe digo que é uma vergonha: começou mal, muito mal, agora inquinou por birras, inércia, mandos e desmandos, falta de ousadia, estratégia negocial e muita, muita barganha... Mas como português - tal como vcê - espero, desejo, que ele vingue e dinamize a sociedade portuguesa...
Estamos nisto de acordo.


Mas dizia, o melhor livro sobre o tema da G. é de dois senhores chamados Davide Held e A. McGrew
Vou investigar.
Se bem que já se falou tanto sobre globalização que é um tema para mim saturante.
Excepto na vertente tecnológico, mais uma vez, por defeito profissional.


É que a G. antes de ser uma económica ou tecnológica é uma questão política. Porque sem uma boa política n há economia, muito menos tecnologia, nem ciência, nem investigação - pura e aplicada.
Discordo.
Do ponto vista de ciência política pode ser academicamente interessante discutir globalização em sentido lato.

Do ponto de vista de política, e em concreto a nível do plano tecnológico, faz sentido descer um nível e ser mais objectivo.

Sendo que a globalização "traduz tudo m tb pode traduzir um deserto de ideias" então ela não é nada.
E não se podem fazer políticas sobre nada.
Então o que temos são uma série de sub-fenómenos reais e objectivos, alguns deles descritos por Freedman nos 10 acontecimentos que tornaram o mundo plano. E esses sim, podem:
Podem ser alvo de compreensão.
Podem ser alvo de uso e abuso dos mesmos para este "extremo ocidental" dar um salto em frente.
Podem ser alvo de políticas.

6:53 da tarde  
Blogger RPM said...

Viva
mto obgdo pelo s/ comentário
concordamos mais do discordamos
apenas lhe perguntei pela formação... pq essas são questões eminentemente politológicas e sociológicas - que cruzam a economia, a história, as ciências da comunicações e outras mobilidades que nos desenvolvem e subdesenvolvem, nos centralizam e nos periferizam.

E sabe que mais.., a filosofia é que deveria ser a ciência directora que pudesse coordenar esses paradigmas.É por falta de filosofia que perdemos horizonte..

Mas desconhecer Shumpeter - quem já teve Economia I e II é um pouco como ir a Roma e não ver o P...
Mas morrer é pior..

Já agora permito-me chamar-lhe a atenção para um erro que vcê cometeu, por lapso - certamente. Acima digo que a G. é, antes de de mais, uma questão política (no sentido politológico, e não partidário que lhe deu, erradamente) antes de ser económica, tecnológica etc, .... e vcê diz-me que discorda... Mas depois acaba por concordar!!! Aqui pasmei, confesso.

Então a política não é a polis, a arte do possível, o governo da cidade/Estado, a maior nobreza, a técnica das técnicas, a governação do global, a ciência do direito, da manha do mando e do desmando, a arte do Poder... A "políica" meu caro - está em todo o lado, até nas suas respostas, que revelou desconhecer a elastecidade desse conceito complexo... Está, agora, a perceber a razão pela qual lhe perguntei qual era a sua formação... Assim, excusava de cometer erros desses...É que a formação é importante, e digo-o sem preconceitos.

Ou seja, você depois de me dizer que estava bom tempo veio, afinal, dizer-me que tinha chuvido...
Outra nota, e não me leve a mal este reparo que o faço - até com alguma simpatia, note bem:

então você permite-se fazer um artigo sobre um autor que não leu, senão num post...
Assim, era chumbo certo, acredite.Suponha que o tipo que fez o post tb tinha sido superficial, genérico e até evasivo..., vcê iria beber toda essa mediocridade e depois, sem querer, ampliava-a...e mais grave, chama-a a si - porque, entretanto, tinha sido autor dum texto de cujo autor só leu um posto... Amadorice pura..., e só funciona às vezes... Desculpe-me a franqueza, mas é com bonomia que lhe o digo..

É óbvio que poderia ter como interlocutor um papalvo que do T. Friedman tb só tinha lido a lombada numa livraria de aeroporto, mas n o tinha lido de facto, e esse para si seria um dia de sorte;

Mas, ao invés, admita que apanha pela frente um tipo doutorado em ciência política qu leu todos esses cromos, os comparou e os integrou na teoria política contemporânea, ié, enquadrou-os no paradigma da globalização competitiva
emergente... Chumbava-o de caras, além do seu paper nem sequer ser aceite...

Se o o tipo fosse seu amigo convidava-o a rever o paper...
No fundo, e n veja qqr sobranceria nestas palavras, nem sequer arrogâmcia - doutro modo nem lhe responderia (mas vcê merece uma resposta como aqui lhe estou a dar) - que são apenas trocas de ideias - esta pequena discussão deveria ter sido feita com o autor do post - que um dia despontará para dizer algo, se é que terá algo a dizer.

mto obgdo por esta pequena troca de ideias que, por mim, dou por encerrada. julgo que não haverá + potencial discursivo em torno disto...

se quiser veja o david Held - certamente uma das maiores autoridades sobre o tema da globalização, mas convém saber qual o segmento do seu interesse, doutro modo até pode apanhar um tema como a globalização das águas, da praga de gafanhotos no Corno d'África e do impacto disso nas culturas da Somália e da Etiópia...ou de qqr outro tema que a - wikipedia - que citou - lhe poderá fornecer, mas que eu n lhe aconselho. até pq essa enciclop. só lhe permiitiria recursos para produzir argumentos muito genéricos, semelhantes ao do post que viu nalguma lombada perdida..

temos de regulá-la - à G.
adaptá-la ao nosso modelo de desenvolvimento - social, político e cultural e, até demográfico...
e se fizermos isso com coesão social e um desenvolvimento sustentável, então poderemos dizer que a glob. em Portugal começa a ter um rosto humano, e aí será uma globalização feliz, não acha...
o mais difícil é fazer essa tal quadratura do círculo
um pouco como termos o bolo, comê-lo e depois dizer aos nossos amigos, venham apareçam lá por cá casa - que nós regorjitamos o bolo e vocês comem-nos quentinho...

mas isto n se faz, muito menos aos nossos amigos
best
rpm

ps: desculpe-meos erros, ok
e a franqueza, sinal já de consideração

11:58 da tarde  
Blogger Paulo Trezentos said...

Caro Rui Paula de Matos

Mas desconhecer Shumpeter - quem já teve Economia I e II é um pouco como ir a Roma e não ver o P...
Provavelmente mais por minha culpa do que dos meus professores. Mas sempre que fui a Roma, também nunca vi o papa...

Já agora permito-me chamar-lhe a atenção para um erro que vcê cometeu, por lapso - certamente. Acima digo que a G. é, antes de de mais, uma questão política (no sentido politológico, e não partidário que lhe deu, erradamente) antes de ser económica, tecnológica etc, .... e vcê diz-me que discorda... Mas depois acaba por concordar!!! Aqui pasmei, confesso.
Revendo o meu post, concordo que essa parte não está clara face aos comentários "in-line".
Esclarecendo. O que discordo é que se comece (e termine, provavelmente) por olhar para a globalização numa vertente de ciência política, no sentido académico que introduziu no seu post.
Quando do ponto vista do que se discutia, o Plano Tecnológico (PT), seria mais interessante concretizar: descer um "nível" e falar dos fenómenos tecnológicos per si e de como os podemos utilizar para dar o tal salto.
O livro de Friedman parece-me interessante por isso, e não por aprofundar o aspecto mais abstrato e académico da globalização.
Ambas as vertentes, política e tecnológica, são cruciais. E há sempre o momento em que alguém técnico tem de ser político e alguém de formação mais política deve ser técnico.
Veja-se por exemplo o artigo do António Camâra (YDreams) sobre o PT no Expresso desta semana. Técnico ou político?

A "política" meu caro - está em todo o lado
E a tecnologia, e a religião, e a economia.


Assim, excusava de cometer erros desses...É que a formação é importante, e digo-o sem preconceitos.
Naturalmente. E não só formação formal, como provalvemente referia, mas a informal também.

então você permite-se fazer um artigo sobre um autor que não leu, senão num post..
Huuum...? Leia os meus posts.
Não li o Lynn mas li o Friedman.
Sendo o post sobre uma crítica ao último, permiti-me, sim senhora, comentar o autor original e não a crítica (Lynn), que de facto não li.

Chumbava-o de caras, além do seu paper nem sequer ser aceite.
Vamos lá rever esses argumentos porque eu não gosto de ser chumbado.. nem a "feijões".
1.- O post original era sobre uma crítica de Lynn a um livro de Friedman. Conhecia o livro de Friedman, comentei-o até por curiosidade de o ter mencionado numa crítica ao PT para uma revista.
2.- Um comentário num Blog não requer o grau de preparação de um paper. Da mesma forma que um comentário de café não requer o mesmo tipo de argumentos de comentário num blog.
3.- Também eu o chumbava, e não sendo o prof. Marcelo com a mania de avaliar tudo já dou aulas há uns anitos..., por tentar construir um raciocínio dedutivo a partir de 2 premissas básicas erradas. Ver pontos acima.

Também por mim a discussão está morta, mas com um balanço bem positivo.
Acho que Blogs, foruns, etc... poderão servir para juntar pessoas com formação semelhante e aprofundar na "vertical" os assuntos e, simultaneamente, juntar pessoas de sensibilidades diferentes e trocar ideias na horizontal (multi-domínio).

Os meus 5 cênt,
Pt.

3:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Caro Paulo Trezentos,
espero que a forma como terminou a sua mensagem nada tenha a ver com o seu apelido...

Em todo,aproveito para lhe agradecer a atenção.
Boas globalizações e se, de facto, tiver interessado em desenvolver esse paradigma em que hoje o mundo fala o tal D. Held é importante.

Enfim, já não perdeu tudo... Já agora vcê tem blog...

best
rm

7:54 da tarde  

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