terça-feira, maio 10, 2005

Se tudo é relativo...

«Se tudo é relativo, o canibalismo é uma questão de gosto», Leo Strauss.

Acrescentaria:

Se tudo é relativo, uma violação é uma questão de fluidez e profundidade.

Se tudo é relativo, a excisão vaginal é uma questão de técnica.

Se tudo é relativo, a “burka” é uma questão para estilistas.

5 Comments:

Blogger kjsbnkjsnkslnlsk said...

Força chico, continua a tua cruzada anti-pós-modernismo!

10:56 da tarde  
Blogger Joao Galamba said...

Caro Henrique,

Há muitos "pós-modernistas" que não aceitam nenhuma das tuas frases e, no entanto, são chamados de relativistas.
O que achas de anti-foundationalists como Charles Taylor, Wittgenstein, Heidegger e Rorty?
Esta dos pós-modernistas e relativistas tornou-se um termo de abuso sem que se perceba muito bem o que é que se está a atacar.
Abraço

11:43 da tarde  
Anonymous Bruno vieira said...

Caro Henrique,

não me desiludas. Os exemplos que dás são todos imposições de uma vontade sobre outra, logo, são falácias. Eu defendo que o relativismo é bastante útil, por exemplo, para colocar em perspectiva as religiões (afinal, se nada é relativo alguma religião será a verdadeira, não é assim?) e não, como alguns defendem, para justificar todas as atrocidades cometidas em nome da religião. Há questões relativas, nomeadamente culturais (conduzir pela esquerda ou pela direita, para dar um exemplo prosaico) e há outras que exigem a nossa firmeza em nome da dignidade humana. Os grandes problemas da humanidade têm resultado da tentativa de impor o que é relativo como sendo absoluto e, em sentido contrário, desvalorizar o que deveria ser universal em nome da especificidade cultural. Pôr tudo no mesmo saco é que não é nada esclarecedor.

4:38 da tarde  
Blogger Tiago Mendes said...

Henrique,
Concordo com o comentário do Bruno Vieira, com a excepção de que a Burka não tem necessariamente que ser imposta. A questão do relativismo é muito fácil de defender para ambos os lados extremistas. Arranjar exemplos onde não pode haver vacilação e igualmente exemplos em que tem que se ser de alguma forma "relativista" (embora um anti-relativista possa dizer que aí não é de relativismo que se trata mas apenas de olhar para situações diferentes consoante o contexto, etc).

Um exemplo controverso recente (só para pegar num dos exemplos que deste: e o canibalismo consentido? Deve ser aceite ou não entre adultos?

6:07 da tarde  
Blogger Toix said...

Pós modernistas não são aqueles que se metem no nariz?

6:43 da tarde  

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