segunda-feira, julho 25, 2005

Coisa Más

Parece que, vinte anos depois, os protagonistas são os mesmos. É o regresso dos mortos-vivos. Soares e Cavaco atacam de novo. Desculpa, mais uma vez, Marta...

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

O Prof. Cavaco Silva é um homem sério, que não pode pôr-se no mesmo plano de um Soares.

5:35 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Um é seco seco seco. O outro gorduroso gorduroso gorduroso.
No fundo no fundo são todos a mesma m...., tudo a mesma corja. Cheiram todos ao mesmo.
A realidade é esta: são precisas novas-pessoas-honestas na vida política deste país, de preferência apartidárias. Os partidos deste país tresandam a mediocridade. Da direita à esquerda, sem excepção. O poder corrompe (triste realidade, quase quase inevitável).
Meninos sinédricos! Jovens liberais de/com causas, toca a mexer. A abalar. Não escrevam escrevam escrevam para depois não fazerem nada.
Tantos anos para isto. Um "duelo de titãs" caducos. Safa safa.

Dé ja vu Girl

8:36 da tarde  
Blogger Paulo Trezentos said...

Tenho um pouco de pena que o Mário Soares se candidate.
É rídiculo.
Não é pela idade que tem, mas pelo o que já fez com a idade que foi tendo. Foi maestro do comício Fonte Luminosa, foi PM, foi PR. Tal como disse à SIC Notícias, é altura de outros assumirem o papel principal.

Tenho um pouco de pena pelo PS que não consegue gerar um melhor candidato. E se conseguisse gerar era o Freitas do Amaral, que no final, não é um candidato do PS.

Tenho um pouco de pena pelas novas gerações, ou seja, todos nós com menos de 70 anos :-) e que não nasceram necessariamente antes do Chamberlain declarar guerra à Alemanha.

E o quase-candidato-mas-deixem-me-falar-primeiro-com-a-Maria-e-logo-se-vê da direita merecia melhor.
Sou dos que acredita que a história, filtrada pelo passar dos anos, vai dar-lhe crédito pelo 1º governo e pela 1ª maioria absoluta. Fez-se política como já não se vê em Portugal há alguns anos.
Como PR acho que Cavaco Silva
teria um papel importante e necessário. O governo de Sócrates até está a ir bem, mas precisa de sentir-se "controlado".

Se não houver episódios, como o do Soares na Marinha Grande, que invertem as intenções de voto das eleições, acho que o país está preparado para separar o Soares estadista de 70/80 do Soares animal político que não consegue virar as costas a uma boa disputa.



Já agora, brilhante coluna do JP Coutinho no Expresso sobre a "Arte da crónica".
Para quem (tem de) escrever em jornais ou blogs ou murais, ajuda-nos a colocar as ideias em ordem.
Aqui fica transcrito porque não encontro on-line:

...SNIP...
A arte [da crónica] resume-se em dez leis fundamentais.

Primeiro: a crónica não é um género jornalístico; a crónica é um género literário.
Segundo: a crónica pode partir da realidade mas, não raras vezes, a crónica cria a sua própria realidade.
Terceiro: a crónica não é análise nem comentário; a crónica é confissãoe hipérbole.
Quarto: a crónica não pretende formar ou influenciar; a crónica deve entreter e, se possível, opinar.
Quinto: a crónica não vive da especialização; a crónica vive da diversidade.
Sexto: a crónica vale do pelo estilo e pela substância; em caso de conflito, sacrifique-se a substância.
Sétimo: a crónica não pondera opiniões contrárias às suas; a crónica pondera apenas uma opinião que seja contrárias às outras.
Oitavo: a crónica, como diria Oscar Wilde, está apenas bem escrita ou mal escrita.
Nono: a crónica é pessoal; a crónica é um prolongamento do eco.
Décimo: a crónica deve ser tão fácil de ler como de esquecer.


Gosto especialmente da primeira e da sexta.

1:38 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Os tempos que se aproximam exigem um PR com um perfil diferente do que tem tido no passado. Embora o PR não governe, pode e deve ter uma actuação discreta e colaborante com o Governo, no sentido de o País conseguir fazer as reformas que são cruciais, sob pena de a economia portuguesa definhar inexoravelmente. Pondo de lado preconceitos e atitudes clubísticas, quem está em melhores condições para exercer essa função? Mais uma vez, vamos correr o risco de, passados uns anos, estarmos a assistir a lamentações por não termos tomado as opções no momento certo. Já se esqueceram nas dificuladades criadas à actução do Governo por parte do Dr. Mário Soares? Será difícil antever o Dr. Mário Soares a crticar o actual Governo por ter um comportamento de direita, quando tomar medidas para saneamento financeiro e reafirmar a autoridade do Estado? Como poderá o Governo impedir um evnetual corte das pontes sobre o Tejo, como protesto, por parte dos agentes policiais, se o PR afirmar alto e bom som que temos de respeitar o direito à indignação?

10:09 da manhã  

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