Uma grande senhora das cantigas

Esta é uma das minhas preferidas. Das cantigas, claro (palavra dedicada ao Adolfo).
"A" minha preferida é outra. Ela sabe quem é.
Diletantismo Político - O lema do Sinédrio é «Observar os acontecimentos, tomando devagar o pulso às tendências e às aspirações do espírito público», in Portugal: Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico.

Esta é uma das minhas preferidas. Das cantigas, claro (palavra dedicada ao Adolfo).
"A" minha preferida é outra. Ela sabe quem é.
Depois de Jim Morrison, a “Grafonola do Sinédrio” salta de uma vaga revivalista para 1999 e para um dos melhores álbuns dos The Roots, Things Fall Apart. 


PS: peço desculpa pela acentuada postura pós-moderna deste post. Mas são 9.30 e ainda não bebi café.
PS: esta é uma paixão partilhada pelo camarada Bruno…


Camarada Henrique, a verdade é que nunca te deixei sozinho. Quando só viste um par de pegadas na areia foi quando eu te peguei ao colo. Tinhas adormecido no sofá a ver o Nosferatu do Murnau. 






Entre outros:



A direcção de campanha de Mário Soares foi profundamente incapaz de compreender o momento político e público nacional que privilegia uma institucionalização do rigor em figuras de poder com uma visão clara para o futuro.
É recorrente usar o passado político e cívico do candidato como moldura moral na corrida eleitoral. Nos Estados Unidos, a experiência de John Kerry no Vietname acompanhou toda a campanha presidencial. Em Portugal, o formato foi primeiro encomendado a António Tabucchi que discorreu sobre o passado de luta anti-fascista que separa Mário Soares e Cavaco Silva. Agora, Jorge Coelho avança para a década de 80 e recorda uma virtual oposição de Cavaco Silva à entrada de Portugal para a CEE.
Com a sucessão de Tony Blair demasiado concentrada em Gordon Brown, eliminam-se soluções para o longo curso Labour. No entanto, a continuidade da “fórmula Blair” parece assegurada com David Cameron.
Numa prova de vinhos, é fundamental seguir alguns pressupostos básicos para que o néctar seja apreciado em toda a sua plenitude.
Já aí anda o novo álbum de Melo D (Chega de Saudade) que, juntamente com os Cool Hipnoise, é uma das maiores novidades do panorama musical nacional. O leitor mais incauto poderá perguntar: “Mas Melo D e Cool Hipnoise não são praticamente a mesma coisa?”
"Teaching excellence and a vote of confidence by its own students combine to make Durham our university of the year in the UK."
rão, Iraque, no Extremo Oriente e em Itália. Os números são os seguintes: mais de 36.000 homens foram mortos ou dados como desaparecidos, cerca de 65.000 foram feridos e 80.000 foram feitos prisioneiros de Guerra. Mais: quando a suástica – originalmente um dos mais importantes símbolos da religião hindu (representa a omnipresença do Absoluto) – foi adoptada por Hitler, nalgumas regiões da Índia as suas extremidades foram invertidas para evitar qualquer tipo de associação. O apoio de Hitler e Mussolini à libertação da Índia não foi, no entanto, significativo. Limitou-se a um amparo moral. Contudo, no objectivo final de expulsar os britânicos do seu território e aceder à independência, talvez tenha sido o Japão, outra das potências do Eixo, a ter auxiliado mais objectivamente os indianos, atra
vés de uma declaração de apoio emitida pelo seu parlamento. Qual é então a explicação que eu encontro para o facto da obra principal de uma das personagens mais sinistras da história da humanidade ser tão admirada no outro lado do mundo? Primeiro, existe a teoria (com origem em parecenças linguísticas) de que o Norte da Índia terá sido invadido por uma raça nómada de guerreiros caucasianos conhecidos como Arianos, algures entre o ano de 1800 e 1500 A.C, que ali se estabeleceram. Como existem muitos e acérrimos defensores desta teoria entre os próprios indianos, e já que Hitler defendia a superioridade da raça ariana, esta pode ser uma das explicações plausíveis. Depois, pese embora as muitas baixas humanas que referi, a Índia não foi directamente afectada pela Guerra. 
1. Vitória dos políticos sobre a justiça – O povo confia mais nos seus líderes do que no sistema judicial que os acusa de terem praticado crimes. A vulgarização do estatuto de arguido é uma das causas: hoje em dia é perfeitamente normal ser-se escutado, investigado, acusado e até preso preventivamente durante vários anos, para depois se ser absolvido. Alguns resultados da noite de ontem deveriam levar os agentes judiciais a uma reflexão profunda sobre as suas responsabilidades na situação decadente do Estado de Direito.
2. Pobreza intelectual gritante numa grande maioria dos autarcas portugueses.
3. Não basta ter uma mulher simpática, bonita e mediática para se ganhar eleições.
4. Não basta ser capataz numa qualquer quinta da TV e pontapear cadeiras num estádio com o seu próprio nome para se ganhar eleições num concelho que não é o seu.
5. Não é necessário um partido apresentar ideias e propostas para subir a sua votação nacional. Basta ser do contra!
6. Não é preciso um partido ter um líder com mais de 1,60 m para ganhar as eleições autárquicas. Quanto às legislativas, veremos.
7. Uma denominada Democracia Cristã (o que quer que isso signifique) vai desaparecendo a cada eleição, apenas suportada por alguns ilustres guardiães da ideologia.
8. Um líder simpático, com garra e até com dotes para a dança, é suficiente para ressuscitar ideias há muito mortas e levá-las para norte do Tejo.
9. Alguém que como trapolim para uma candidatura à Câmara “massacrou” milhares de Lisboetas foi eleito vereador e auto-intitula-se provedor de todos os por si “massacrados”. Não tardará a arranjar um qualquer artifício que o possa colocar com um ar profundamente indignado em horário nobre na TV.
10. O plano tecnológico do governo já está a surtir os primeiros efeitos: colapso nos sistemas informáticos que atrasaram o apuramento dos resultados eleitorais.
11. O discurso ao melhor estilo de Hugo Chavez começa a ganhar adeptos nos autarcas portugueses.
12. Assembleias (municipais e de freguesia) que têm a importante função de alimentar o ego de jotinhas.
13. Pinto da Costa já não manda no Porto!
14. 308 concelhos, mais de 4 mil freguesias e cerca de 500 mil candidatos a mandatos autárquicos é claramente excessivo para um país endividado.
15. Não tardarão a ressurgir vozes a favor da Regionalização: há que empregar os derrotados destas eleições.
Ps: Pede-se aos Presidentes de Câmara eleitos o favor de se apressarem a retirar os outdoors com as caras dos candidatos. Sugere-se que se envie exemplares dos mesmos para a associação portuguesa dos amigos do bigode, de modo a que se possa eleger o melhor bigode autárquico. A minoria que não tem bigode, poderá colocar o seu retrato emoldurado na sala de estar, para mais tarde recordar.
Ps1: Pede-se ao Senhor 1º Ministro que cumpra, pelo menos, uma promessa - a de não passar a governar em função de calendários eleitorais.
